Sobre o amor, algumas considerações.
Amor é bom. Amar faz
bem, minha filha. O problema está no desequilíbrio. Nós muitas vezes não
sabemos usar a cabeça em parceira com o coração e logo perdemos o equilíbrio
das coisas.
É só o coração bater
mais forte que desativamos o cérebro. O dia em que aprendermos a usar os dois
simultaneamente e mantermos o equilíbrio, descobriremos a melhor maneira de amar.
E assim teremos o amor
racional, o amor inteligente e nada dessas coisas tresloucadas que só fazem
perder a razão, o amor-próprio e nos transforma em seres piores do que de fato
somos.
O amor deve nos fazer
melhores e não trazer de dentro a nossa pior faceta, se isso acontecer, é
porque não estamos amando do jeito certo. Ué! Tem jeito certo de amar? Tem!
É quando você aprende que o coração não pode
dominar suas ações e nem a cabeça pode guiar todos os seus passos. Você não
precisa desativar um órgão ou sentido para ativar o outro.
É por isso que o
equilíbrio é o melhor caminho que existe. Amar é vital para a alma, pensar é
preciso para o corpo. Se pudermos unir o pensar com o amar, conjugaremos o
melhor verbo que há e seremos felizes, sem moderação.
Existem outras formas
de amar? Existem! Mas, em minha opinião, não prestam.
Ana Paixão, complexa
vida em palavras.

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