Quando
entendemos a dimensão da vida e todo o significado que há nas coisas
não reveladas, podemos ter uma pequena amostra da grandeza e infinitude
de tudo aquilo que somos, numa perspectiva eterna. Somos muito mais do
que supomos saber sobre tudo. Há um esquecimento seletivo de memórias
em nosso ser, mas que pode ser acessado a medida em que nos conectamos a
essência da vida e de tudo que há. Deus
está em toda parte. O tempo não existe. O amor se encarrega de
encontrar aquilo que há muito já era nosso por afinidade. A aproximação
de similares acontece como que por magnetismo. É o amor que promove o
reencontro, marcando dia, hora e local para que tudo aconteça. Não há
coincidências, acasos ou enganos. O que existe é a atração de tudo
aquilo que já existia em outro plano. É como se nenhuma separação
tivesse acontecido, quando o amor retorna a fonte.
__Ana Paixão, a
complexa vida em palavras.

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