Enquanto há vida, há esperança!

 


Mas de que vida estamos falando? Daquela que vale a pena ser vivida.

 Estar no mundo, respirar, comer, dormir, acordar, trabalhar etc.. isso, por si só, não é viver!

 Se você acha que está vivo por cumprir tarefas cotidianas e só isso, pode não saber, mas está apenas sobrevivendo.

 A vida é muito mais do que pagar boletos e cumprir os papéis que nos designaram.

 Quanto tempo faz que você não sorri? Mas aquele sorriso que vem de dentro, gostoso, com vontade.

 Há quanto tempo você não para e aprecia um momento com a família e os amigos?

 Qual foi a última vez que curtiu a natureza e reverenciou sua majestosa beleza?

 O que faz você sentir que está vivo e não apenas sobrevivendo ao caos que se tornou sua vida?

 Muitos conflitos internos rodeiam as pessoas, pois abrem mão de viverem as próprias vidas e passam a desempenhar papéis que "a sociedade" impõe.

 Mas, posso falar uma coisa? Ninguém é obrigado a nada. Só fazem conosco aquilo que permitimos.

 Provavelmente seus pais influenciaram em grande parte de suas escolhas.

 Porém, a medida que você cresce, pode se distanciar dessas influências e refazer seu próprio destino.

 Ninguém tem o dever ou direito de escolher por você o que fazer, com quem casar, que crenças alimentar e etc.

 Mesmo que na infância ou juventude os cuidadores tenham profunda relevância em nossas escolhas, a vida adulta exige que possamos arcar com nossas próprias decisões, sem transferir responsabilidades a ninguém.

 Se há em você uma criança interior ferida, decorrente de traumas no processo de desenvolvimento, precisa olhar para isso.

 Por mais doloroso que tenha sido, ignorar não irá ajudar a curar as feridas internas.

 Tudo aquilo que está oculto, no seu inconsciente, quando você estiver diante de um problema ou um trauma, virá a tona novamente, subirá a superfície e tornará consciente essa dor.

 Esse processo geralmente vem acompanhado de crises de ansiedade, pânico e depressão.

 É por isso, que, quanto maior for o seu autoconhecimento, maiores serão suas curas.

 Pode ser inicialmente desconfortável mexer em feridas antigas, mas, a longo prazo, esse é o único remédio para curar-se dessa vida sem vida que muitos estão "vivendo" ou melhor, sobrevivendo.

 Seja protagonista de sua história, ainda que seu passado remoto ou recente seja doloroso, opte por resignifica-lo.

 O que seria isso? Resignificar é dar um outro sentido para algo que aconteceu, que não foi bom, mas passou. É olhar para essa ferida e não deixar que ela domine mais a sua vida.

 Não queremos, com isso, desqualificar a dor de ninguém, cada ser sabe em si o tamanho de suas dores e traumas, porém, levar isso para uma vida inteira, sem curar o que já passou, seria o mesmo que andar por ai com um defunto na mochila, fingindo que a podridão não causa odor insuportável.

 Ninguém anda por ai com um morto dentro da mochila, querendo levá-lo a todo lugar e mostrando a todos o fedor que ele provoca. Por que faríamos isso com nossas dores? Mesmo que elas tenham sido enormes, precisam ser enterradas, para não feder.

 Conheça algumas técnicas que podem auxiliar nesse processo de enterrar as dores: terapia, constelação familiar e reprint. Falaremos de cada uma rapidamente, a seguir:

 1)*A terapia pode auxiliar no reconhecimento de tudo que está inconsciente em sua história e ajudá-lo a olhar para isso.

 Primeiro precisamos saber que existe a dor, para, então, tratarmos.

 Ninguém busca cura antes de reconhecer que há um sintoma.

 Faz parte desse processo olhar para as feridas, lambe-las, como fazem nossos irmãos animais, até que sequem.

 Antes de resignificar, é preciso olhar para o que dói , então, passar para o processo de elaborar essa dor, até que não doa mais.

  Ainda que fiquem marcas, trazendo a lembrança do que passou, isso não domina mais a sua vida quando é curado.

 2)*A constelação familiar pode limpar padrões sistêmicos familiares que se repetem de geração em geração, até que alguém, dentro desse sistema, possa buscar um recurso e parar de repetir os passos de quem o antecedeu.

 3)*O "reprint" ou "a cura da criança interior", poderá ajudá-lo a se reconectar com sua criança interior ferida e assim, após isso, poderá descobrir novas formas de ver o mundo, mais inteiro e feliz com sua essência.

 Traumas profundos precisam de cuidados e um olhar mais apurado para acessá-los. Todas essas técnicas, em conjunto, podem auxiliar na sua cura.

 E por que auxiliar? Pois nada é feito sem a sua participação.

 As técnicas chegam em locais que você não conseguiria sozinho, porém, tem a sua parte a ser realizada no processo, que consiste em mergulhar conscientemente em suas sombras ("defeitos", traumas, medos, angústias etc.) e trabalhar cada uma dessas questões, com o auxílio de um profissional, psicólogo ou terapeuta, capacitados para tais questões.

 Venha fazer esse mergulho em si mesmo. Permita-se sentir a Cura, que já mora dentro de você!

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